Transparência e abertura são aspectos fundamentais do ethos do Android. A importância desses aspectos foi ressaltada durante a sessão
O que há de novo na segurança do Android, no Google I/O 2018. Nosso blog sempre traz notícias sobre novos recursos e melhorias nessas áreas, e além disso publicamos a ...
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Transparência e abertura são aspectos fundamentais do ethos do Android. A importância desses aspectos foi ressaltada durante a sessão
O que há de novo na segurança do Android, no Google I/O 2018. Nosso blog sempre traz notícias sobre novos recursos e melhorias nessas áreas, e além disso publicamos a
Relatório Anual de Segurança Android, que destaca as principais tendências da plataforma. Agora, apresentamos o
Relatório de Transparência em Segurança do Ecossistema Android, que será publicado trimestralmente com o objetivo de garantir um fluxo mais frequente de informações. Esse relatório é o mais novo integrante do nosso site
Transparency Report, lançado em 2010 para mostrar como as políticas e ações dos governos impactam questões como privacidade, segurança e acesso à informação online.
O Relatório de Transparência em Segurança do Ecossistema Android mostra a frequência com que as varreduras de rotina por todo o aparelho, realizadas pelo
Google Play Protect, identificam a presença de
Aplicativos Potencialmente Nocivos (PHA, na sigla em inglês). A proteção Google Play Protect é um item nativo nos aparelhos Android que escaneia mais de 50 bilhões de apps todos os dias, dentro e fora do Google Play. As varreduras buscam indícios de PHAs. Quando o Google Play Protect encontra um desses aplicativos, ele envia um alerta para o usuário e pode desabilitar ou até remover o PHA. Na primeira Retrospectiva Anual de Segurança Android, publicada em 2014, menos de 1% dos dispositivos tinha algum PHA instalado. Com o passar dos anos, a porcentagem caiu mais ainda – e a tendência de queda continua ao longo de 2018. O relatório de transparência descreve as taxas de PHA em três áreas: mercado (para saber se o PHA veio de dentro ou de fora do Google Play), a versão do Android e o país.
Aparelhos com Aplicativos Potencialmente Nocivos, por segmento do mercado
O Google trabalha com afinco para proteger o seu dispositivo Android, não importa de onde venham os aplicativos instalados neles. Continuando a tendência observada em anos anteriores, aparelhos Android com apps baixados exclusivamente do Google Play têm uma probabilidade nove vezes menor de conter um PHA, quando comparados a dispositivos com aplicativos obtidos em outras fontes. Antes de serem colocados à disposição dos usuários no Google Play, os aplicativos passam por uma revisão, que confirma se eles obedecem a todas as políticas do Google Play. O Google faz essa análise usando uma pontuação de risco, que ajuda a identificar comportamentos potencialmente perigosos. Quando a avaliação de risco encontra alguma atividade suspeita, ela associa um alerta ao aplicativo e envia o PHA para um analista de segurança, que fará a revisão manual se necessário. Também fazemos a varredura em apps baixados fora do Google Play. Quando encontramos um aplicativo suspeito vindo de outras fontes, também protegemos o usuário.
O Relatório de Transparência em Segurança do Ecossistema Android contém uma tabela chamada
Aparelhos com Aplicativos Potencialmente Nocivos instalados divididos por mercado, que mostra a porcentagem de dispositivos Android que instalaram um ou mais PHAs ao longo do tempo. A tabela tem duas linhas: a taxa de PHA para aparelhos com apps baixados exclusivamente do Google Play e a taxa de PHA para aparelhos com apps de fora do Google Play. Em 2017, a média de aparelhos com PHAs, considerando os que baixam apps exclusivamente do Google Play, foi de 0,09%. Nos três primeiros trimestres de 2018, a média foi ainda menor: 0,08%.
A segurança dos aparelhos que instalam aplicativos de fora do Google Play também melhorou. Em 2017, 0,82% desses dispositivos foram afetados por algum PHA, contra 0,76% nos três primeiros trimestres de 2018. Desde 2017, conseguimos reduzir essa porcentagem graças à ampliação do recurso “desabilitação automática” – descrito na página 10 do
Year in Review 2017. Embora as taxas de malware variem entre um trimestre e outro, nossa medição mostra uma tendência constante de queda ao longo do tempo. No início de 2019, vamos trazer mais detalhes na Retrospectiva Anual de Segurança Android.
Aparelhos com Aplicativos Potencialmente Nocivos, divididos por versão do Android
Versões mais recentes do Android sofrem menos com PHAs. Isso é resultado de diversos fatores, como o aprimoramento contínuo da plataforma e da API, atualizações constantes de segurança e treinamentos para desenvolvedores, de modo a reduzir o acesso dos apps a dados sensíveis. Acima de tudo, as versões mais recentes do Android – Nougat, Oreo e Pie – são mais resistentes a ataque do tipo
privilege escalation – que, no passado, abriam a porta para PHAs e ajudavam a proteger esses aplicativos nocivos das tentativas de removê-los. A tabela
Aparelhos com Aplicativos Potencialmente Nocivos instalados, divididos por versão do Android mostra a porcentagem de dispositivos com PHAs instalados, separados pela versão Android do aparelho.
Taxa de Aparelhos com Aplicativos Potencialmente Nocivos nos dez principais países
De maneira geral, a taxa de PHA nos dez principais mercados para Android se manteve estável. Embora esses números variem trimestralmente por causa da fluidez do mercado, a
Retrospectiva Anual que será publicada no primeiro trimestre de 2019 vai trazer informações mais detalhadas sobre as causas dessas mudanças.
A tabela
Taxa de Aparelhos com Aplicativos Potencialmente Nocivos nos dez principais países mostra a porcentagem de dispositivos com pelo menos um PHA instalado nos dez países que concentram os volumes mais altos de aparelhos Android. A redução mais acentuada ocorreu na Índia: a média de aparelhos “contaminados” caiu 32%. Na Indonésia, no México e na Turquia também houve uma diminuição na probabilidade de encontrar PHAs nos aparelhos. A proporção mais baixa de dispositivos com PHAs instalados foi registrada na Coreia do Sul: apenas 0,12%.
Confira o relatório
Ao longo do tempo, vamos acrescentar mais informações sobre a saúde do nosso ecossistema ao
Relatório de Transparência em Segurança do Ecossistema Android. Se você tiver alguma dúvida sobre os termos usados ou sobre os produtos citados no texto, consulte a seção
FAQ no Relatório de Transparência. Leia também o
novo post e o
vídeo no nosso blog sobre o desempenho do Android de acordo com o relatório Mobile OSs and Device Security: A Comparison of Platforms, publicado pela consultoria Gartner.
Jason Woloz e Eugene Liderman, Android Security
& Privacy Team